Pesquisa mostra descontrole financeiro de metade dos brasileiros

Pesquisa mostra descontrole financeiro de metade dos brasileiros, que não dá muita importância ao fato de que é importante viver de acordo com o próprio orçamento, ou seja, gastando menos do que ganha. Os órgãos responsáveis pelo levantamento dos 12 meses de 2019 foram a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), que também descobriram que, nesse período, metade (48%) dos consumidores brasileiros ficaram com o “nome sujo” em algum momento.

Se mesmo sem ter sido ouvido(a) na pesquisa você fizer parte desse percentual que não cuida bem do próprio dinheiro, mude sua história sem perder mais um segundo. E começa a investir no mínimo 10% do que ganhar para o primeiro passo na formação de seu patrimônio financeiro: a reserva de emergência.

Consequências da negativação

De acordo com Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil: “A negativação do CPF é uma experiência traumática porque impõe uma série de restrições ao consumo, além do sentimento de vergonha que isso pode gerar em algumas pessoas. Infelizmente, alguns consumidores só passam a exercer um controle e planejamento maior sobre a sua vida financeira após vivenciarem a experiência negativa de ficar inadimplente.”

Para uma parcela de devedores, no fim das contas essa experiência serviu de aprendizado positivo. Tanto que 39% disse que começou a controlar mais os gastos, 34% reflete mais antes de comprar, 21% deixou de emprestar o nome a terceiros e 18% evita compras no cartão de crédito. Mas a outra parcela – infelizmente a maior – provavelmente continuará a trilhar o mesmo caminho.

Descontrole financeiro

A pesquisa mostra que metade (48%) dos consumidores brasileiros não controla seu orçamento pelos seguintes motivos:  25% confia apenas na memória para “registrar” despesas, 20% não faz anotações de ganhos e de gastos e 2% delega a função a terceiros. Em cenário de dificuldades econômicas, esse descontrole torna-se ainda mais perigoso.

De cada 10 pessoas que adotam um método de controle, somente 33% planeja o mês com antecedência e registra a expectativa de receitas e despesas do mês seguinte; a maioria (39%) vai anotando os gastos pessoais conforme eles ocorrem e 27% só anota os gastos após o fechamento do mês.

Contas mensais sem sobra para investir

A pesquisa mostra ainda que 78% dos entrevistados até consegue terminar o mês com as contas quitadas, mas em 33% dos casos não sobra nada, enquanto 22% sofre para administrar as finanças e deixa de pagar seus compromissos com frequência.

A economista Marcela afirma: “O consumidor que conhece sua relação de receitas e despesas está menos propenso a se endividar com empréstimos ou a recorrer ao limite do cheque especial para cobrir rombos no orçamento. Além disso, essas pessoas estão mais preparadas para traçar planos de longo prazo e agir em uma situação de imprevisto, como um gasto inesperado de alto valor ou a perda do emprego.”

Como pontuei no parágrafo de abertura deste post, a recomendação dos educadores financeiros é a de que no mínimo 10% seja poupado e investido todos os meses, sendo a formação da reserva de emergência o primeiro passo.

Aplicativo ou caderno?

Post: Pesquisa mostra descontrole financeiro de metade dos brasileiros - Você e seu dinheiro.O método (planilha, caderno, aplicativo, pedaço de papel) é o que menos importa no controle do orçamento. Cada pessoa tem seu perfil e você precisa encontrar o que tem mais a ver com você. Na pesquisa, um caderno para anotações ainda é o preferido para registro – 36% dos brasileiros o utiliza. Planilha no computador é a opção de apenas 9%, enquanto 7% prefere aplicativos em smartphones.

Mas a dificuldade para manter as finanças em ordem existe mesmo entre os 61% que adota algum método de controle: 21% relata dificuldades por ter renda variável, 20% por falta de disciplina para anotar gastos com regularidade e 7% por falta de tempo. Felizmente, 38% afirma desempenhar a tarefa sem dificuldades.

Atenção aos gastos

92% dos entrevistados que tem algum planejamento anota gastos essenciais – como contas da casa, despesas com mantimentos, aluguel e condomínio, 79% observa as prestações de compras feitas no cartão de crédito, no cheque ou no crediário que vencem no mês seguinte e 76% anota as entradas, como salários, aposentadorias e pensões.

O que os entrevistados (60%) menos anotam é o dinheiro em investimentos, o que está guardado em casa ou o que fica na conta-corrente. Gastos não essenciais – como lazer, transporte, salão de beleza, compras de roupas e alimentação fora de casa – são controlados por apenas 57%. Isso é um erro muito grande, pois os pequenos gastos, que parecem tão inofensivos, podem causar um estrago no orçamento ao longo do mês.

A pesquisa ouviu 813 consumidores acima de 18 anos de idade, de todas as classes sociais, nas 27 capitais.

(Acesse aqui a lista com todos os posts publicados no blog do Você e seu Dinheiro.)

Escrito por Amandina Morbeck

Siga o Você e seu Dinheiro no Instagram – @voceeseudinheiro

Acompanhe nossas publicações sobre dinheiro, mercado financeiro, investimentos, planejamento financeiro e finanças pessoais. Te espero lá.

Informe seu e-mail abaixo, clique em “Enviar” e receba os links dos novos posts diretamente em sua caixa postal.

    E-mail (*)

    Comentários via Facebook


    Deixe um comentário